Gelson Oliveira Sociedade de Advocacia Gelson Oliveira

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A Advocacia Criminal e o Criminalista

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Vivo o direito criminal há mais de 12 anos, seja como advogado ou participante de projetos sociais voltados para a ressocialização de presos e egressos. Corre em minhas veias um sentimento forte que me leva a buscar incansavelmente mais conhecimento e vivência na área criminal.

Várias vezes me vejo analisando situações que são alcançadas pela Lei Penal. Analiso crimes e atitudes verificando suas causas e consequências e, por vezes, me deparo ponderando em que ponto o acusado falhou no seu planejamento ou execução e me vejo estudando teses de defesa.

Fico imaginando o que levou alguém a cometer a infração penal, o que o levou a pratica criminal, o que ele está pensando agora e como ele vai reagir durante a instrução criminal e, havendo condenação, como será a execução da pena, como será a vida dele no cárcere?

Por defender pessoas que cometeram crimes, que na maioria das vezes a sociedade tem verdadeira ojeriza, sou constantemente questionado e muitas vezes perguntado: se fosse com sua filha, se fosse com sua irmã, se fosse com sua mãe, se fosse sua esposa, se….

Muitos se esquecem que todos nós estamos sujeitos a cometer algum tipo de delito, seja na forma dolosa (quando há consciência e vontade na produção do resultado) ou culposa (quando praticado por imprudência, imperícia ou negligência).

Ainda que muitos recriminem a atuação do Advogado Criminalista, não se pode negar que é de suma importância sua presença para que haja um processo com o devido contraditório e uma defesa técnica capaz de garantir o cumprimento de todos os direitos instituídos pelo Estado e que alcancem o acusado de qualquer crime.

Como disse anteriormente, vivo o direito criminal em sua plenitude, porém não coaduno com a pratica criminal, assim, mesmo defendendo alguém acusado de ter cometido um crime sexual não sou adepto a tal pratica; mesmo defendendo alguém que praticou violência doméstica, não sou convivente com tal postura; mesmo defendendo alguém acusado de praticar o tráfico de drogas, não sou favorável a sua legalização ou consumo; mesmo defendendo alguém que cometeu um homicídio, sou defensor da vida.

Assim, clarifico mais uma vez que o meu papel como Advogado Criminalista é defender os direitos dos meus clientes e não defender o crime praticado por eles. Quando a sociedade começar a entender a diferença em tal posicionamento, deixará de exorcizar a escolha pelo ofício criminal.

Advogar na área criminal não é ser indigno, muito pelo contrário. Advogar na área criminal é exteriorizar a verdadeira função do princípio da isonomia, ou seja, tratar a todos como se únicos fossem, independentemente de suas desigualdades sociais, financeiras, morais, culturais, ideológicas, entre outras.

Gelson Antonio de Oliveira

Advogado Criminal